
Minha contribuição para o dia do gótico
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Talvez por uma vontade de participar do Goth Day, ou apenas para tirar os véus que cobrem nossos mitos, esse texto tem como objetivo quebrar a tônica dos blogs que estão sendo divulgados. Aqui, irei falar de algo que para os brasileiros é trivial, entretanto para qualquer um que não está em nosso país é desconhecido, misterioso e curioso. A cena gótica do Brasil é iluminada por muitos ângulos, que criam várias sombras que não representam o que realmente ocorre aqui e nessa dissertação faço uma tentativa de mostrar o que de fato somos. A opinião exposta aqui não se trata de alguém graduado em alguma ciência social ou de um especialista qualquer, apenas um gótico aleatório comum que falará enquanto um gótico brasileiro da cena gótica do Brasil, que alguma experiência dentro da mesma.
Nunca vi nenhum FAQ ou artigo falando da cena do Brasil que seja para fora do nosso país. Imagino que serei o primeiro a falar de maneira aberta. Não sou o melhor escritor que conheço portanto tentarei apenas ser natural e didático ao invés de falar numa tonalidade de pioneirismo. Espero que ao final desse textos vocês tenham uma leve percepção do que é o gótico no Brasil. Informo também que minha opinião, aparentemente pessimista, diz a respeito de um gótico dentro da cena, não necessariamente de todos. Caso interesse, ao final desse texto haverá alguns links de textos de pessoas que escreveram em português sobre a cena, seja opiniões positivas ou negativas.
Antes de começamos, eu costumo definir vários traços do meu texto que usarei. Em primeiro lugar, quando me refiro à cena gótica falo de toda a produção voltada para o público gótico, seja eventos, roupas, música ou apresentação. Claro que isso pode envolver headbangers que acreditam serem góticos (leia mais abaixo no subtítulo “Wannabe no Brasil se chama Trevoso”) assim como outros, como psychobillys e alguns ebmers, mas creio que no Brasil essa definição de cena se aplica mesmo contra os nossos desejos ou deles. O EBM tratado aqui é aquele que é comumente tocado em balada gótica e não se trata daqueles… err.. menos dançantes (um paradoxo, eu sei, mas para quem ouviu Industrial sabendo da motivação daquelas bandas, sabe o que me refiro). Escreve esse texto falando principalmente de todo a última década, caso queira saber todo o histórico até aqui, ao final há alguns links.
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