22 de maio: O dia internacional do gótico
Pois é, nós temos um international goth day! A idéia nasceu do Graham Simmons, um gótico aleatório britânico e tem como proposta você ser gótico por um dia (“Get your Goth on for one day”), alegando que apesar que atualmente todos nós já podemos ser góticos sem apanhar de policia, crentes-doidos e da sua mãe, ainda sofremos com várias pressões sociais.
A data foi criada exatamente para não ficar próxima de nenhum outro grande dia importante, como dia dos pais, das crianças ou do trabalho (embora fique no mesmo mês) para a idéia de ser gótico não fique camuflada por alguma razão de um feriadão. Na realidade, o dia funciona mais como um grande flash mob onde os góticos de todo mundo devem sair para o trabalho de visu (não carregado, para não assustar), pedir músicas góticas conhecidas pelo mainstream nas suas radios e fazer eventos na semana do dia, comemorando o dia.
Aqui no Brasil, eu sou um pouco mais pessimista já que os góticos daqui devem ser os mais desunidos do mundo, além dos mais burros. Entretanto, estou fazendo minha parte. Para quem quiser conhecer mais e tiver alguma fluência em inglês, segue aqui o link para o site oficial sobre o dia.
E tenham um Goth Day!
Música gótica petrificada
Umas das primeiras coisas que um leigo pergunta é sobre a suposta Arquitetura Góticae a sua relação com os góticos. Desnecessário dizer que o nome tem sua razão de existir e que, embora muito exagerada, muita informação pela net mesmo em sites dos sobre os ditos obscuros é verdadeira. O que é sempre falso é exatamente a relação, mas para isso eu vou precisar explicar nesse texto as origens do termo e a legítima dependência entre os góticos.
Esse texto não pretende tratar com exaustão sobre a arquitetura gótica, já que há inclusive textos melhores pela internet e eu mesmo, embora adoraria algum dia em minha vida cursar algo na área, não sou périto na área e portanto não esperei nenhum texto com novidades sobre o estilo arquitetônico. O foco será porque fazem esse link entre o gótico com a arquitetura e desmentir alguns argumentos dessa ficção.
Saga Crepúsculo e os Góticos: O que te fato há em comum
A diferença entre os vampiros de hoje com os de ontem
Sabe aquelas coisas que você nunca leu, assistiu ou ouviu, mas de tanto conversarem com você sobre isso faz entender tudo sobre a coisa em si – e até mesmo ter uma certa curiosidade em ver isso, mesmo relutando fortemente? Estou falando da serie Twilight, ou Crepúsculo, o “blockbuster” dos livros de literatura lúdica, um Harry Potter para meninas pré-aborrecentes xaropes. Algumas revistas sobre a serie estão com uma “sessão de góticos”, na qual eu não li, não pretendo ler e vou ter muita raiva de você, leitor, se disser que leu. Entretanto, algumas pessoas do meu circulo pessoal fizeram perguntas que envolve o suposto caso com a serie e os góticos, então eu resolvi escrever esse post mais para tirar dúvidas que envolva a serie e que possa está, completamente ou não, envolvido com os góticos.
Lembrando que eu estou cogitando em ler a serie e agora eu só tenho informações de wikipedia e de gente apaixonada pelo Edwards, então qualquer erro eu peço para que comentem abaixo e me corrijam, sem medo de ser escrotizado logo depois – deste que fale sobre a serie mesmo. Embora trate vez por outra do tema, não será um texto sobre vampirismo e me focarei o máximo possivel no assunto em questão, embora trague uma introdução agora sobre isso. Leia mais…
Theatro dos Vampiros muda de nome
Theatro dos Vampiros, tradicional balada gótica do estado de São Paulo, vai mudar de nome para Projeto Absinthe.
Segue abaixo um texto que está circulando nos e-mails e na net sobre o novo evento:
Porque estamos encerrando o Theatro dos Vampiros?
O nome do evento Theatro dos Vampiros foi baseado na obra literária de Anne Rice e foi escolhido em 2003, quando havia forte contexto de temática vampírica na cena Gótica, pois o segundo filme baseado na obra de Rice, “A Rainha dos Condenados” acabara de sair, retomando a popularidade, na subcultura Gótica, de excelentes filmes de temática vampírica dos anos 90 tais como “Drácula” de Coppola (baseado na obra de Bram Stoker) e “Entrevista com o Vampiro” (baseado na obra de Anne Rice). O personagem “Vampiro” sempre esteve presente entre nós através da literatura de horror do século XIX, do cinema Expressionista e nomes de bandas e músicas. Em 2003 o tema voltara à baila, com todo o resgate histórico de literatura cinema, música, vestimentas e etc.
Mas ao longo destes 6 anos, os filmes de temática vampírica lançados, infelizmente, diluiram cada vez mais o personagem “Vampiro” e as referências vem, aos poucos, se perdendo, culminando com os livros/filmes Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e quantos mais forem produzidos desta série que, apesar de serem “bonitinhos”, apresentam um “Vampiro” tão diluído que acabou se tornando, hoje, um ícone da cultura oficial.
Assim, não seria coerente continuarmos a trabalhar numa Subcultura Alternativa, com uma temática que, neste momento é moda na Sociedade Oficial. Quem acompanha nosso trabalho há anos sabe que um dos fatores que mais prezamos é a coerência e, por isso, neste momento, decidimos encerrar o evento Theatro dos Vampiros, cujo nome e marca são registrados em nome de Flávia Flanshaid e permanecerão inativos até que o personagem “Vampiro” saia da mídia e da moda, ou volte a ter um contexto midiático que julguemos apropriado.
Conheça nosso novo Projeto: Projeto Absinthe (estréia em 20/02/2010)
Entrevista com (((S))) traduzida
Ele gosta de fazer anonimato, mas Mick Mercer conhece seu verdadeiro nome! Ou ele acha que conhece… só não pode revelar porque estava com medo que puxassem seus pés de noite. O album “Ghost”, da banda (((S))) é uns dos 10 melhores lançamentos do ano que passou e essa entrevista, ele explicará o por que. Leia mais…
Tradução de entrevistas no blog
Apartir de agora eu vou começar a postar algumas entrevistas de várias bandas, feitas principalmente pelo Mick Mercer, assim como reviews de albuns e previews de albuns de autoria de algumas outros autores. Sabado que vem tem post novo de uma entrevista da banda (((S))).
Banda do mês de Dezembro de 2009 da Gothic Rock (Rock Gótico)
(((S))) é um misterioso projeto musical, formado na cidade de Copenhague na Dinamarca, que mescla o Rock Gótico com Post-Punk e Psicodelia, idealizado por apenas um homem. Tão misterioso a ponto de não existir imagens de seu criador. Por este motivo, há pouco o que se falar sobre a banda.
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Suas músicas são muito criativas e ‘sinistras’, criando algo muito original. As faixas do seu primeiro álbum intitulado “Ghost” (lançado em 2009) mexem com a cabeça do ouvinte e fazem sua imaginação viajar através de seus sons delicados e cheios de sonhos. Temas como paixões ardentes, amores platônicos e desejos transbordam o álbum…
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Com uma sonoridade situada em algum lugar entre “The Jesus & Mary Chain” e “The Cure”, suas canções fazem o ouvinte sentir uma nova experiência no quesito música. As faixas “Mesmerized” e “Fall With Me” são as ‘atrações’ do álbum, já “Naked” e “Dying” estão impregnadas com uma atmosfera obscura. A faixa “Help” também é magnífica, trazendo um som totalmente novo e em perfeita sintonia com a atmosfera do álbum.
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Acima de tudo isto está o vocal meio ‘fantasmagórico’ de (((S))). Certamente este novo projeto musical dinamarquês encontrará muitos apreciadores, sendo certo que já recebeu elogios do crítico Mick Mercer que afirmou: “Isso é fantástico e diferente de tudo o que apareceu por estes últimos meses. Você vai amar, confie em mim”. O álbum “Ghost” é uma ótima pedida tanto para uma noite à luz de vela e acompanhada de um bom vinho (rs), quanto para ‘se acabar’ em uma pista de dança.
Quem disse que gótico não tem honra?
Há algum tempinho atrás, participei de um episodio um tanto cômico com amigos e um sujeito: Após sofremos vários tipos de calunias e sermos por vezes ofendidos (embora que, para quem sabe de quem eu falo, sabe que eu nunca fui ofendido de fato – mas houve a tentativa) por alguém que usava da internet como unico canal de comunicação, unimos com alguns já que muitos eram apenas fogo de palha e formos “prestar contas” com o sujeito assim que ele esteve aqui em São Paulo num evento bimestral que não convém citar qual. Foi relevado algo que sempre ocorre no nosso mundinho: Negar tudo até o final, desmentir e se desculpar-não-desculpando-se. Nesse rápido texto (ufa! Vocês também devem ser cansarem de lerem meus textões), irei tratar agora de um fato que ocorre sempre com os góticos e principalmente contra os góticos: A cobrança de contas pela falta de respeito.
Quando digo “cobrança de contas”, não me refiro a uma atitude violenta embora que já ouvi histórias que isso aconteceu, porém a frequência disso caiu significativamente após 2007. O que refiro é quando você ou alguém, após ter sacaneado aquele trevoso, “viadinho de rolê”, “gótico-cuzão” ou qualquer que seja o adjetivo do seu inimigo de situação pela internet ele se encontra pessoalmente com você e, através de pressão psicológica ou moral (e já foi de forma violenta), impõe em você uma censura. Traduzindo, te cobra e deixas ou envergonhado perante os outros. Meu conceito de respeito, na qual irei tratar durante esse texto, é o de Ética de Reciprocidade, na qual eu adotarei o da nossa cultura judaico-cristã que a grosso modo significa que, na palavra de Jesus: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles”.
Claro que há uma ocasional falta de respeito mútua entre os góticos na internet, assim como em qualquer grupo social no Brasil. Ao contrário nos EUA e sua cultura do loser, qualquer um aqui pode participar do jogo “caça-caçador”, no caso da internet, basta ter uma integridade em relação à moral do grupo (no caso, o gótico) e ser bom nos argumentos para se defender nas acusações. Na realidade, isso acaba se tornando tolerável quando feito entre amigos e quando o sujeito tem mais o que fazer na vida ao invés de procurar briga com gente que ele hipocritamente considera, até então, insignificante. O ponto é que quando essa falta de respeito se torna grave, ou seja, começa usar de uma influência ou suposta proteção como vantagem declarada para caluniar algum membro do nosso respectivo mundo darque.
Daí, eis que surge o problema dessas pessoas: Um dia a proteção acaba. Óbvio que eu não digo que elas devem se intimidar e evitar envolver em discussões ou manifestações caso haja algo que fere a Ética e, principalmente, ofenda a moral do indivíduo. Jamais concordei e permito que concordem com ganguismos e com a violência gratuita, tão exaltada em grupos de “punkecos” (mesmo quando não são punks) pelas ruas das metropoles. Acredito que falte para os góticos união e coragem para questionar e censurar outros grupos, caso tendem impor seus moralismos violentos e infantis no nosso, não importa se a roupa deles seja mais clara ou escura. Entretanto, quanto mais inimigos você reunir, maior o risco de você sair de uma balada as pressas por isso imagino que seja melhor não fazer isso com os quais detém os mesmos valores que você.
Antigamente, era comum a falta de respeito e a “cobrança de contas” ser mais violenta e mais frequente. Com a era da internet, a truculência perdeu a vez para a razão e não adianta querer bater em todo mundo que acha que são “moleque”: Ser grande não significa que pode encarar mil. Onde estavam os “ogrinhos” quando choveu “moleque” nas baladas acabando com os eventos e transformando-os em metal? Onde estavam aqueles que faziam da cobrança de contas um esporte? Poderia até dá uma explicação do que eu acho que aconteceu, porém é inviável e infrutivero: Vão aparecer justificando que esses “cresceram” (mentira, já eram crescidos) ou que mudaram de rolê e, no final das contas, são carta fora do baralho que se vanglorizam do passado (ora exagerado, ora mistificado) para justificarem suas brechas no presente nos eventos que frequentamos. O mundo que eles cresceram e aprenderam a ser assim não existe mais e não se faz necessário também narrar as desventuras desses para agir dessa forma.
Hoje (e de certa forma antigamente também), quando ocorre isso, normalmente após muito aviso e muita provocação. Quando ocorre, é de forma bem menos agressiva e até por vias educadas. Como os góticos em regiões não metropolitanas do país são unidos ou, em regiões grandes, formam grupos de interesse com facilidade, um sujeito que se torna inimigo sem justificativa com um pode ou receber a cobrança ou ser desmerecido dentro do nosso circulo. Há quem diga que não temos nível, mas comparado com o que eu reparo no mundinho “mainstream”, somos muito melhores, pois cobramos ao vivo todas as calunias feitas de maneira injusta e caso a pessoa perca a razão também perde o respeito, a consideração e parte de seu prestígio, o que pode significar a exclusão desse grupo. Não foi o caso do sujeito que me fez inspirar-me esse post, porém ver isso acontecer só prova que cada vez mais é com esses “viadinhos de rolê” que se tem a maior demonstração de honra e caráter do que com nossos representantes públicos na política.
OBs: Esse texto tem muito mais de desabafo do que algo pensado. Vale lembrar que poderei escrever sobre isso daqui há algum tempo, dessa vez de maneira bem menos emotiva.
Novembro em branco
Esse texto é mais para não deixar o novembro passar em branco sem atualizações. Como fiquei cheio de tarefas no meu trabalho e na minha vida pessoal para resolver, ou mesmo nerdava sobre outros temas senão o desse blog, fiquei sem tempo para acabar alguns textos meus para a divulgação. Ou seja, leitor desse blog: Desculpe.
Tenho um planejamento bastante interessante para esse blog no ano que vem e praticamente vou ser ‘obrigado’ a escrever por aqui um texto por mês, no mínimo, logo essas páginas serão mais frequentemente atualizadas. Assim que tiver tempo, escreverei um texto falando do Treffen 3 e de temas que, devido a debates passados, geraram alguns argumentos que eu gostaria muito de destruir.





